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Mau cheiro nas axilas tem solução


Quem sofre por causa do mau cheiro nas axilas, mais conhecido como asa ou cecê, sabe o quanto é difícil conviver com este problema. Qualquer esforço físico já é o suficiente para molhar a roupa em baixo dos braços e começar aquele odor desagradável. Quem sofre de bromidrose axilar, nome científico desta doença, sabe o quanto é difícil conviver com ela não importando se é inverno ou verão. Trocar de roupa toda hora, escolher cores escuras ou brancas, viver com uma toalhinha a tira-colo para secar o suor, são práticas constantes para quem tem bromidrose axilar.

A bromidrose axilar está associada em muitas vezes com a hiperidrose nas axilas, que provoca um aumento da umidade local com acúmulo de bactérias e fungos, que causam este odor desagradável. As bactérias se proliferam com maior intensidade em ambientes úmidos e quentes, por isso, pessoas que transpiram mais, podem ter maiores problemas com o mau cheiro nas axilas ou em outras regiões do corpo, como os pés.
Manter as axilas bem limpas e secas, preferir tecidos como algodão, evitar tecidos sintéticos e lavar bem as roupas após cada uso, são algumas boas dicas para contornar o problema. Os dermatologistas também utilizam medicamentos tópicos, para amenizar os efeitos da bromidrose.

O tratamento definitivo para o problema é a cirurgia. Este procedimento conhecido como simpatectomia vídeo-torácica atua sobre o nervo simpático reduzindo a umidade local e consequentemente o odor nas axilas. 
O tratamento cirúrgico é considerado minimamente invasivo já que é realizado por vídeo-cirurgia e tem grau de agressão cirúrgico muito pequeno. A satisfação pós-operatória com o resultado é muito grande.

Atualmente a técnica de bloqueio dos estímulos nervosos na produção da umidade axilar é a de clipagem ao invés de cortar o nervo. A interrupção do estímulo utilizando “clipes de titânio” que tem 3 mm apresentam vantagens já que preservam o nervo, a dor pós-operatória normalmente é menor, existe a possibilidade de reversão da cirurgia e ocorre uma menor intensidade dos efeitos colaterais.

A alternativa cirúrgica é muito segura na resolução do problema do odor axilar. A melhora na qualidade de vida destas pessoas ocorre de maneira radical. As complicações não são comuns. O tempo de internação é menor que 24 h e o retorno às atividades cotidianas é muitíssimo rápida.

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